• Autismo

    É uma patologia que vem aparecendo cada vez mais em nossas clínicas. O número de autistas no mundo aumentou significativamente nos últimos tempos. Ainda não se sabe o que provoca tal distúrbio.

    Por muito tempo se falou na relação da quantidade de metais pesados que compõem as vacinas infantis, em especial o mercúrio. Algumas pesquisas foram feitas, mas até hoje não houve nenhuma que comprovasse 100% essa relação.

    Conforme reportagem de O Globo, (Autismo começa bem antes do nascimento), pesquisas recentes correlacionam a idade tardia do pai como uma predisposição ao aparecimento da doença em crianças expostas a essas situações.
    Não apenas pais e familiares demoram a perceber sinais patológicos nas crianças autistas, mas também profissionais de diversas áreas que lidam com elas. Em avaliações, ouvimos de pais e responsáveis que tudo parecia ir muito bem no desenvolvimento da criança e que, quando algo parecia estar estranho, muitos acreditavam que tais comportamentos se remetiam a comportamentos de familiares das crianças; que elas eram mais quietas, introvertidas, tímidas e até mesmo que tinham preguiça de falar.

    O fato é que as coisas não são bem assim. Profissionais, como médicos e fonoaudiólogos, que são especialistas em linguagem e com um amplo conhecimento do neurodesenvolvimento, já podem identificar sinais importantes desde os primeiros meses de vida de um bebê.

    É muito importante observar o contato visual, a interação do bebê com outras pessoas, especialmente pais e familiares, que, aos poucos, vão se tornando bem conhecidos pela criança. Cada resposta ao seu tempo, mas é indispensável perceber se há troca de gestos faciais (como sorrisos), se os bebês pedem (através de choros) e se alegram com a presença da mãe no mesmo ambiente em que ele está. É importante atentar-se para o desenvolvimento da fala e da linguagem, além do desenvolvimento motor, inclusive em movimentos que não deveriam estar presentes (como a estereotipia).

    O grau patológico dos indivíduos também varia bastante. Há autistas com um prognóstico bem mais complicado; a fala é praticamente inexistente, a possibilidade de aprendizagem escolar é bem pequena e o convívio social dificultado pela presença de agressões. Outros tantos apresentam uma inteligência fora de série, além de habilidades artísticas fantásticas, muitos são também verdadeiros gênios.

    O que nos alegra e enche de esperança é saber que independentemente do grau patológico, é possível reverter e/ou amenizar esse quadro. Quanto mais cedo o processo de reabilitação se iniciar, melhor será o prognóstico. Os resultados são fascinantes e emocionantes, havendo casos em que psiquiatras que trabalharam multidisciplinarmente conosco atestaram que os sinais patológicos do autismo não mais estavam presentes em determinadas crianças.

  • Síndrome de Asperger

  • Síndrome de Down

    No atendimento fonoaudiológico de pacientes com Síndrome de Down,
    nos deparamos com questões que essas crianças/adultos apresentam e que podem ser trabalhadas, trazendo um prognóstico muito positivo. Como o nosso trabalho visa a estimulação do Sistema Nervoso Central, as evoluções desses pacientes vão além das questões de fala e linguagem, como: melhora no tônus muscular como um todo (postura, marcha, especialmente dos músculos da face (língua); dos músculos que participam da fala e das funções de respiração, sucção, mastigação e deglutição.

    No link abaixo, escrevo mais sobre o atendimento fonoaudiológico de pacientes com Síndrome de Down baseados no Método Padovan.

    Síndrome de Down e o Método Padovan

    Fga. Fabiana Conde Klann

  • Síndrome de West

    A Síndrome de West é um conjunto de alterações caracterizadas por um aumento do tônus muscular e reflexos musculares em excesso, que se apresenta na infância.

    Características: 1) contrações musculares, que podem ser consideradas como uma forma de convulsão infantil; 2) atraso global no desenvolvimento; 3) retardo mental; 4) hipotonia geral; 5) complicações nas funções orais e faciais: respiração, sucção, mastigação, deglutição e, por conseqüência, a fala.

    Os primeiros sintomas aparecem, geralmente, no primeiro semestre de vida e são mais freqüentes no sexo masculino.

  • Síndrome do X-Frágil

  • Mal de Parkinson

    O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa (que piora ao longo do tempo), e que ocorre por haver a morte de células do cérebro, mais especificamente de uma área chamada Substância Negra, responsável pelos movimentos do nosso corpo.
    O sintoma físico que mais chama a atenção nessa patologia é o fato, justamente, do paciente apresentar dificuldades em suas atividades motoras, especialmente no andar. Há grande dificuldade inclusive em iniciar a marcha e mesmo havendo a vontade de fazer, o paciente não consegue iniciar a ação. Em alguns casos, há a presença, também, de tremores que se intensificam com o avançar da doença. AS funções orais também são afetadas, especialmente a deglutição e a fala. Isso ocorre, pois a musculatura responsável por essas ações também são afetadas. O paciente também pode apresentar:

    - Voz muito baixa, atrapalhando muito a comunicação;
    - Alterações respiratórias;
    - Dificuldades para deglutir (Disfagia);
    - Escape excessivo de saliva pelos cantos da boca (Sialorréia);
    - Alterações motoras globais;
    - Dificuldades em realizar atividades com as mãos;
    - Dificuldades para escrever, por não conseguir ter o controle de pinça para segurar o lápis ou a caneta;
    - Alterações do equilíbrio;
    - Dificuldades para dormir;
    - Dificuldades para dirigir por conta dos movimentos ficarem mais lentos e diminuição de reflexos.

    Essa patologia não tem cura, no entanto o tratamento fonoaudiológico baseado no Método Padovan nos permite alcançar inúmeras melhoras. Por meio dessa terapêutica nós podemos melhorar consideravelmente as funções alteradas e promover a lentificação do avanço dos sintomas, melhorando a qualidade de vida do paciente.

  • Mal de Alzheimer

  • Complicações do Pós AVC

  • Alteração do Processamento Auditivo Central

  • Dislalia

  • Gagueira

  • Paralisia Cerebral

  • Traumatismo Cranioencefálico

  • Disartria

  • Disfunção Temporomandibular

  • Distúrbio de voz/paralisia vocal pós Tireoidectomia Total e Esvaziamento Cervical

  • Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

  • Disfagia

  • Dislexia

  • Paralisia Cerebral / Encefalopatia Crônica Não Progressiva

  • Doença Senil

  • Agenesia do Corpo Caloso

  • Microcefalia

  • Alterações Dentárias Relacionadas ao Mau Funcionamento dos Órgãos Fonoarticulatórios