Dia Mundial da Conscientização do Autismo!

Dia 2 de abril é o dia Mundial da Conscientização do Autismo! Comemoramos esse dia com a a alegria e a certeza de estarmos no caminho certo! Dizem que não se tem cura para a Autismo, mas o que são os inúmeros relatos de mudanças na qualidade de vida de todas essas pessoas que nos procuram? As mudanças no âmbito familiar e em todo comportamento dessas pessoas? Gratidão e força para continuarmos!

O Autismo é uma patologia que vem aparecendo cada vez mais em nossas clínicas. O número de autistas no mundo aumentou significativamente nos últimos tempos. Ainda não se sabe o que provoca tal distúrbio.

Por muito tempo se falou na relação da quantidade de metais pesados que compõem as vacinas infantis, em especial o mercúrio. Algumas pesquisas foram feitas, mas até hoje não houve nenhuma que comprovasse 100% essa relação.

Conforme reportagem de O Globo, (http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/autismo-comeca-bem-antes-do-nascimento-12000859),pesquisas recentes correlacionam a idade tardia do pai como uma predisposição ao aparecimento da doença em crianças expostas a essas situações.
Não apenas pais e familiares demoram a perceber sinais patológicos nas crianças autistas, mas também profissionais de diversas áreas que lidam com elas. Em avaliações, ouvimos de pais e responsáveis que tudo parecia ir muito bem no desenvolvimento da criança e que, quando algo parecia estar estranho, muitos acreditavam que tais comportamentos se remetiam a comportamentos de familiares das crianças; que elas eram mais quietas, introvertidas, tímidas e até mesmo que tinham preguiça de falar.

O fato é que as coisas não são bem assim. Profissionais, como médicos e fonoaudiólogos, que são especialistas em linguagem e com um amplo conhecimento do neurodesenvolvimento, já podem identificar sinais importantes desde os primeiros meses de vida de um bebê.

É muito importante observar o contato visual, a interação do bebê com outras pessoas, especialmente pais e familiares, que, aos poucos, vão se tornando bem conhecidos pela criança. Cada resposta ao seu tempo, mas é indispensável perceber se há troca de gestos faciais (como sorrisos), se os bebês pedem (através de choros) e se alegram com a presença da mãe no mesmo ambiente em que ele está. É importante atentar-se para o desenvolvimento da fala e da linguagem, além do desenvolvimento motor, inclusive em movimentos que não deveriam estar presentes (como a estereotipia).

O grau patológico dos indivíduos também varia bastante. Há autistas com um prognóstico bem mais complicado; a fala é praticamente inexistente, a possibilidade de aprendizagem escolar é bem pequena e o convívio social dificultado pela presença de agressões. Outros tantos apresentam uma inteligência fora de série, além de habilidades artísticas fantásticas, muitos são também verdadeiros gênios.

O que nos alegra e enche de esperança é saber que independentemente do grau patológico, é possível reverter e/ou amenizar esse quadro. Quanto mais cedo o processo de reabilitação se iniciar, melhor será o prognóstico. Os resultados são fascinantes e emocionantes, havendo casos em que psiquiatras que trabalharam multidisciplinarmente conosco atestaram que os sinais patológicos do autismo não mais estavam presentes em determinadas crianças.

Fga. Fabiana Conde Klann

Especialista em Motricidade Orofacial pelo Método Padovan de Reorganização Neurofuncional

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